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Cuidados Básicos com o Betta

(por Marina Milos)



Nome científico: Betta splendens

O Betta, também conhecido como Peixe de Briga ou Siamês de Briga é originário da Ásia, de lagos de água parada e com muita matéria em suspensão, de forma que a quantidade de oxigênio disponível dentro da água é insuficiente para esses peixes, que desenvolveram um orgão que permite que eles utilizem o oxigênio da atmosfera. A alimentação básica do Betta, na natureza, é composta de elementos que caem na superfície da água, basicamente insetos e larvas de insetos. Essa espécies de peixe é bastante territorial, daí o fato de serem mantidos em pequenos aquários, isoldados de outros Bettas, para que não lutem até a morte.

O aquário para esse peixe deve ter o nível de água relativamente baixo, no máximo uns 20 centímetros, pois devido as qualidades respiratórias especiais do Betta, esse peixe não sobrevive muito tempo em aquários profundos. Existem muitos alimentos industrializados para o Betta, mas o mais amplamente aceito por esses peixes são "Bloodworms" (vermes de sangue) secos. Para animar o Betta mantido em cativeiro deve ser colocado, vez ou outra, um espelho encostado no aquário, para que o peixe se veja, pense que é um outro Betta que veio atacar seu território, e se ourice na defesa do mesmo. É recomendável também, a cada 30 ou 40 dias, alimentar o Betta com artêmias vivas (encontradas nas lojas especializadas em peixes ornamentais), para simular a alimentação do peixe na natureza, e suprir alguns elementos que faltam na dieta seca.

Na reprodução, o macho faz um ninho de bolhas, com saliva, na superfície da água, e quando este está pronto ele procura pela fêmea, que se junta a ele debaixo do ninho para colocar os ovos. Os dois peixes se enlaçam várias vezes, e em cada enlace vários ovos são expelidos e fertilizados, os quais começam a afundar, e são pegos pela fêmea e pelo macho, e colocados no ninho, aonde flutuam até eclodirem. O macho pode ser bastante violento com a fêmea antes e depois da postura, e os peixes devem ser assistidos de perto para que ele não mate a fêmea, que deve ser separada em outro aquário logo depois da postura. O macho toma conta dos ovos, que eclodem entre 48 e 72 horas, e ele deve ser separado dos alevinos 4 dias após a eclosão, pois então os filhotes passam a ser apreciados como um petisco.

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marina@petlover.com

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