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Especial Kinguios 2

 

Preparação para a reprodução e precauções:

Os Carassius atingem condições de procriar aos 9 a 11 meses de idade (quer dizer no seu segundo verão). Sua vida sexual pode estender-se até os 6 a 8 anos, sendo o melhor período entre os 3 a 4 anos para o macho e dos 2 a 3 anos para as fêmeas. Sem dúvida isto tem sido questionado por alguns criadores, que tem obtido crias perfeitas com peixes de até 14 anos de idade, argumentando que o que é realmente importante não é a idade do peixe e sim seu estado físico.

A época do ano mais adequada para efetuar a reprodução, é entre agosto e setembro, ou seja, começo da primavera, porém é possível adiantá-la a junho - julho, se se proporciona uma temperatura adequada. O processo se prolonga até fevereiro - março, entretanto é preferível não passar de novembro, para que o desenvolvimento dos alevinos se realize logo, nas melhores condições antes de entrar no próximo inverno. Os elementos desencadeantes do ato sexual são o aumento da intensidade da luz solar e da duração do dia, assim como a elevação da temperatura da água, na primavera.

Os peixes escolhidos para a reprodução, devem ser preparados já desde o outono, submetendo-os a uma forte alimentação prévia, preferentemente com alimentos vivos. Pode optar-se por dar alimentos preparados uma vez e vivos duas vezes ao dia. Dado que os alimentos vivos produzem uma certa constipação, é aconselhável agregar um pouco de agar-agar. Considera-se que o Carassius requer até 16 % do peso do corpo em alimentos ao começar a época da reprodução. Durante os meses de inverno, convém submeter os peixes à temperaturas bem mais baixas, pois a experiência demonstra que a reprodução ocorre logo nas melhores condições.

Deverão ser escolhidos peixes com um corpo de uns 6 cm de comprimento como mínimo, apesar do tamanho não influenciar na qualidade da 1ª cria e sim na quantidade.

Um par de Carassius pode ser colocado, para a reprodução, em um tanque de 60 X 40 X 35 cm, o que representa um volume de aproximadamente 84 litros de água. Não é conveniente o emprego de um aquário maior pois o esperma lançado pelo macho terá que percorrer grandes distâncias para alcançar os ovos e fertilizá-los, já que muitos deles ficariam estéreis. No mínimo deve-se calcular 2 litros de água por peixe.

Condições para a reprodução:

O melhor para induzir a reprodução deste peixe é tê-lo mantido a uma temperatura de uns 20º C durante o inverno e, ao chegar a primavera, ir incrementando a temperatura até os 24º C, que será o suficiente para desencadear o cortejo reprodutivo.

O aquário deve ser de cerca de 80 litros de capacidade, com algumas plantas do tipo da Elódea. A água deve ser bem filtrada e oxigenada e o fundo do aquário revestido com um fundo de granulação grossa (2 a 3 cm) ou então sem nenhum substrato.

A água do aquário de reprodução:

Quanto a qual água usar, é muito recomendável empregar a da chuva, segundo alguns autores, recolhida meia hora depois de haver começado a chover. Desta forma, se eliminam os gases da poluição e o pó do ambiente. De jeito nenhum se utilizará a água que tenha passado por calhas ou canos zincados, pois poderia ter elementos tóxicos.

Pode utilizar-se a água comum da torneira, porém depois de descansar por 48 horas, para que se desprenda o cloro que possa conter. É bom adicionar uma colher de sopa de sal grosso no aquário.

A água velha, ou seja, a água do aquário já bem estabilizado, sem produtos tóxicos, tem demonstrado possuir qualidades muito apreciadas pelos aquaristas, já há muitos anos. Assim, W. C. ALLEE (professor de zoologia da Universidade de Chicago) estabeleceu que os Carassius criados em água previamente habitada por outros peixes, crescem muito melhor.

A altura da água deverá ser de 25 - 30 cm, aproximadamente. Com uma altura maior, os alevinos, ao nascer, não poderiam subir à superfície e ficariam sempre no fundo.

Diariamente deverá ser reposta a água que tenha evaporado, utilizando para isso água destilada, de igual temperatura (ou ligeiramente mais quente). cada semana se trocará uns 20 % do volume do aquário por igual quantidade de água fresca, descansada por 48 horas.

Apesar das grandes vantagens da água parada, a maioria dos aquaristas profissionais utiliza o processo de circulação lenta da água.

A aeração é sempre benéfica, mas não deve ser muito intensa, porque o Carassius não a tolera, devido à inflamação que provoca nos pequenos capilares das brânquias e os problemas respiratórios consequentes.

 

Alimentação:


Os peixes tem que ser alimentados durante os meses mais frios com uma dieta o mais variada possível. Alimento em flocos ou bolinhas, com alimentos vivos e sobretudo enriquecimento vegetal. Uma mistura de coração de boi, mexilhão e espinafre, tudo cozido e moído e depois congelado pode ser muito adequada. Isto é muito importante porque são peixes que podem adoecer se não tiverem na dieta um complemento vegetal.

 

Diferenciação sexual:

A diferenciação entre machos e fêmeas não é aparente nestes peixes de uma forma clara. Somente é possível diferenciá-los durante a época do cio.

Macho:
Mostra o orifício genital evaginado, quer dizer, para dentro. Se seu desenho cromático permite, parecem ter pequenas protuberâncias de cor esbranquiçada na zona opercular ou das brânquias.


Fêmea:
O ventre se encontra aumentado pelo acúmulo de ovos, e o orifício genital se apresenta claramente para fora.

Quando chega o final do inverno, é conveniente colocar uma divisória de vidro na metade do tanque, dividindo-o em duas partes, deixando os parceiros separados. Esta divisória não deverá ser colocada muito tarde, pois a presença do macho pode provocar uma desova prematura, em uma época não conveniente.

A iluminação deverá ser fraca, sendo conveniente que o aquário receba os primeiros raios de sol pela manhã.

Se se optar pelo método de "vários machos e uma ou duas fêmeas", então a capacidade do tanque não deverá ser menor do que 100 litros (cerca de 85 X 30 X 40 cm), mantendo sempre uma altura de 30 cm, porque assim se obtém uma maior porcentagem de ovos fertilizados.

Este método de vários machos não deverá ser utilizado, pois não permite determinar qual é o pai de cada exemplar criado. Se se insiste em empregar este método, então é melhor colocar 4 machos e 6 fêmeas se os peixes são jovens. Se se trata de peixes velhos, então o número de fêmeas será reduzido pela metade. Matsubara, em sua famosa monografia sobre a criação de peixes dourados no Japão (1908), recomenda colocar 2 fêmeas e 3 machos. Se se utiliza a técnica massiva (mais de 5 exemplares), então deverá ser colocada 50 % de cada sexo. Calcula-se 20 litros de água para cada exemplar no mínimo.

 

Cortejo reprodutivo e desova:

Quando a temperatura do ambiente alcança de 20 a 22°C (primavera), se elevará a temperatura do aquário uns 2º C a mais,o que estimulará o interesse sexual. Emprega-se aeração artificial muito suave e mais horas de luz, com a finalidade que os peixes comam mais do que o normal (comida "viva" e vegetais, porém não comida em pó).

A temperatura ótima para a postura tem sido também motivo de polêmica, já que se citam temperaturas entre 10°C e 24°C, com uma média de 16°C. Deve-se levar em conta que a diminuição da quantidade de oxigênio dissolvido na água (à medida que aumenta a temperatura) atua retardando a postura.

Quando se nota interesse do macho pela fêmea que está do outro lado da divisória, o que ocorre normalmente 8 dias depois, se retira a divisória nas primeiras horas da manhã e nota-se que o macho começa a perseguir a fêmea, empurrando-a de forma vigorosa para as plantas, golpeando-lhe o ventre com a cabeça. Outras vezes se produzem vários intentos falsos e o verdadeiro acasalamento 2 a 3 dias depois.

Quando começa o cortejo a fêmea fica na parte mais funda do aquário. O macho, tomado de grande excitação empurra a fêmea para a superfície da água onde ela começa a soltar os ovos em pequenos grupos que são rapidamente fertilizados pelo macho e que se fixam nas plantas.

Ocasionalmente, o ardor e a ação são tão intensos que desfiam as barbatanas. É por essa razão que quase todos os criadores deixam o fundo sem substrato já que as bordas afiadas das pedras podem produzir feridas e sua posterior infecção.

Ao entardecer, se baixará a temperatura a uns 22°C e o nível da água a uns 15 cm. A desova terá lugar na manhã seguinte, normalmente finalizando por volta das 8 horas. Raramente o processo se prolonga até o meio dia, consumindo geralmente de 3 a 5 horas.

 

A desova do Carassius

Geralmente a desova ocorre da seguinte forma: em determinado instante, a fêmea cai no fundo do aquário; então o macho a levanta, leva até a parte superior, as vezes quase fora da água. É nesse preciso instante que a fêmea lançará seus ovos, em sucessivas posturas, que o macho fertilizará imediatamente, lançando sobre eles o esperma. Cada ejaculação da fêmea lança aproximadamente 20 ovos, que ficarão aderidos às plantas.

Aproximadamente depois de uma hora de finalizada a postura, e efetuada a fertilização, deverá retirar os pais (pois caso contrário irão comer os ovos), transferindo-os para outro tanque, onde continuará o processo durante outro lapso igual. Finalizado este, move-se novamente os pais para outro tanque, deixando assim 2 tanques com ovos fertilizados. Dado que o acasalamento produz grandes desgastes de energia é necessário submeter os pais a um período de muito boa alimentação (a mesma usada antes da reprodução).

Em vez de separar os pais, podemos recorrer ao método inverso, ou seja, deixar os reprodutores e retirar as plantas ou material especial que se tenha colocado no aquário, com os ovos aderidos e levá-las para outro tanque, com a temperatura da água ligeiramente mais alta. Este tanque deverá ser preparado com antecedência, de preferência com a mesma água do aquário de reprodução. A altura não deverá ser maior que 25  cm e o volume se calcula à base de 5 ovos por litro como máximo. De nenhuma forma tente separar os ovos das plantas; tampouco é conveniente introduzir outras plantas nem caracóis; tampouco areia ou pedras. O tanque deverá ser colocado em um local com muita iluminação e sem correntes de ar. Este procedimento de retirar os ovos e passá-los para outro tanque, efetuado a intervalos, durante o período da postura, se permite salvar maior quantidade de ovos da voracidade dos pais, não é tão bom como o de transferir os pais. Convém aplicar aeração suave e algumas gotas de azul de metileno, para evitar o ataque de fungos.

Alguns criadores recomendam cortar a cauda do macho, pelo menos 1/3 de seu comprimento. Dessa forma se evita que parte do esperma se perca ao ficar aderido na nadadeira caudal. Esta volta a crescer, alcançando as vezes um comprimento maior do que antes, porém geralmente a parte regenerada fica branca.

Alguns criadores agitam a água com um bastão de vidro, para espalhar o esperma, que dessa forma pode chegar a fecundar os ovos que tenham se espalhado. Porém tal procedimento não é aconselhável.

Você deverá observar bem os ovos, separando, mediante uma pipeta de vidro ou material plástico, aqueles que são de cor branca leitosa, não fecundados, os que caíram no fundo do aquário, onde entrariam rapidamente em decomposição, atacados pelos fungos.

Os ovos fertilizados são cristalinos, os que mostrarem um ponto negro correspondente aos futuros olhos do embrião. Os molhos de fibras de nylon permitem uma melhor conservação dos ovos que as plantas. Para o principiante é um pouco difícil observar os ovos, por isso utilize uma lupa. As vezes será necessário retirar a planta do aquário, com extremo cuidado, para poder observar melhor os ovos.

O processo de desova e posterior fertilização, pode produzir-se várias vezes durante a estação, praticamente cada mês, porém a primeira vez é a mais abundante. Um peixe de 15 cm pode desovar uns 2000 a 5000 ovos em sua primeira primavera, porem geralmente na média não passa de 300 a 600.

Se se pensa obter outra postura durante a mesma estação, terá que separar os pais e juntá-los novamente dentro de 30 dias. Se, apesar de toda a preparação prévia não se produz o acasalamento, então terá que separar os pais e voltar a repetir todo o processo depois de uns dias de repouso e boa alimentação.


Eclosão:

Depois do terceiro ou quarto dia da postura, e dependendo da temperatura da água, haverá a eclosão dos ovos e nascerão os alevinos.

Permanecem aderidos às paredes do aquário e às folhas das plantas, e durante o período que se alimentam exclusivamente do saco vitelino não se afastam destas zonas do aquário.


Alimentação dos alevinos:

Recém nascidos, os pequenos alevinos se alimentam de forma endógena exclusivamente das substâncias do saco vitelino. Depois de absorvê-lo começam a buscar alimentos externos. Podemos colocar baldes no quintal, expostos ao sol, até que a água fique verde, cheia de algas e outros microorganismos, e é essa a primeira comida que é dada aos filhotes.


Depois de 2 semanas podem aceitar presas maiores e devem ser dados náuplios de artêmia salina e gema de ovo cozida e finamente moída. Um mês depois, os jovens peixes podem comer os mesmos alimentos dos pais, finamente moído.

 

Algumas variedades de Kinguios desenvolvidas por seleção:

  Espécimes exóticos:

Pompom vermelho

Oranda chocolate

Olhos de bolha

Dourado e branco
Telescópio

Negro dourado

Cabeça de leão

Calico
Hamaniskiki

Vermelho e branco

   

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